domingo, 30 de dezembro de 2007
Into the time
A lua está escura. Algo se passa na dimensao lunar. Nao é possível ver nada com o telescópio. Apenas sombras. Aira veste o fato negro, agarra uma garrafa de champagne e teletransporta se até ao templo sagrado da lua. Compreendia os sinais. Tempo para uma festa , um concerto possivelemnte de mao morta. A banda que a fizera crescer numa inpiraçao crua e chocante quase demoníaca. Mal chega ao templo um dos musicos entrega lhe um frasco de éter ... coloca o liquido por todo o corpo. Embriaguês total em fracçoes de segundos : nao tem imaginarium para o que se iria passar a seguir. Passa pelo animal de palco Adolfo Luxuria Canibal cumprimenta o sem o olhar. Ele drige lhe um "olà Chabala" O público já é uma multidao. Aira nao se importa quer é som. eternizar se na dança. De vez em quando cheira o pulso e sente um odor exótico, flores de bosques encantados. O espaço é preenchido por esculturas de gelo. Veêm se fellatios altamente divinos. Figuras gigantescas, brancas quase reais ... surreais .... Ela aproxima se e toca um pènis. Quando o toca há luzes que a iluminam. Cora um pouco e sente o vocalista da banda rir "louca". É uma roadie abstracta já há muitos anos. Sente se lunar. Encostados ao balcao estao alguns djs, uma arte sagrada para ela. Chama lhes criadores de sonhos, peace warriors. Atira com um olá e faz um gesto com sa maos de pertença a um mundo bizarro mas utópico. Vê Jiggy apaixona se por ele momentaneamente. Ele topa o olhar timido e sorri "hey girl o que queres partilhar ?" " Uma garrafa de champagne para celebrar o momento em que te reencontro. A tua cara faz me fofinhos e fazes me corar. Como é que apareceste? De que galáxia vens?" " De Sabar, o planeta inventado por ti como muito bem o sei. estive a tocar para duendes mágicos. Agora rock and roll puro... orgiástico... sádico .. E tu? O que andaste a fazer? sinto o teu cheiro" Baixa se levanta lhe a calça justa e dà lhe um beijo intenso mas rápido na perna "Uma tatoo" Dis ela sorrindo enquanto lhe oferece a taça "PAra a eternidade porque gosto de ti e sinto me pura para ti e sinto te puro para mim " O baterista faz um clap nos pratos. "entrei te no pensamento jeune fille. Atracçao mental. Quero sentir te o concerto todo colada a mim. Entendeste " Aira tem um flash. Telepatia. Comunicaçao mental. "Responde Imediatamente" insiste o baterista. "Sinto te num fluxo eterno porque gosto de ti. Fazes me rir... e prometo te de alma nua que a minha comunicaçao contigo manter se â por esta noite !" "Quero te" ... O som começa a subir e expande se pela inumeras colunas que se estandem pelo templo . Jiggy sorri. "entao miuda, corte cerebral?" Ela ri faz lhe um gesto obsceno e emaranha se pela multidao sozinha. Nem quer acreditar que està em templo lunar na dimensao dark dos fucking mao morta... Istambul Budapeste Lisboa, um mundo marado completamente. Aluicinaçao. "lisboa, taxi casal ventoso sff" repete os até â infinidade. Os musicos parecem entes encantatórios ... "die clown" murmura " o palhaço sou eu percebes? distorçao da realidade " Aira ri e ri muito. Olha o baterista que sorri e continua a deambular como se nada tivesse dito. Ha um rapaz que se aproxima e faz bolinhas de sabao rosa ... "quem sao estes?" pergunta " amo os e pronto. Grande viagem. Fui convidado pela Deusa de Negro... nao sabia de quem era o concerto " Mao Morta, uns sádicos. Sao de bracara e têm a dimensao escura da realidade. Uma banda que sabe quem é, o poder que têm e tu? Eu sou Aira uma deusa cósmica em alucinaçao, en progressao..." " Bem, eu sou um semi Deus que gosta de andar nu nas ruas e curtir miudas de nèon de meias altas âs riscas e vim curtir o som " Aira atira lhe com um beijo dispara lhe um adeus e continua envolvida na musica. De vez em quando olha o baterista sente conexao de olhares ri se baixinho ... Momento alto de vocalista que coloca uma coroa de flores enquanto murmura anjos do desespero . Ela repete o " das minhas maos distribuo a embriaguês a estupefacçao gozo e tormento dos corpos " ama o em silêncio... Adolfo luxuria canibal exibe uma faca e comeña a cortar a roupa... fica nú em palco com a coroa de flores de pètals brancas "eu sinto te " grita por todo o templo... ouvem se ecos " eu sinto te eu sinto te eu sinto te " "Quero o poder da lua, a alienaçao, um múrmurio" hà alguem que entra com um carrinho de supermercado e um televisor lá dentro. O vocalista senta se no chao de pernas cruzadas e fita em silêncio o pequeno ecran. Um momento pop, pensou Aira. Apetece lhe invadir o palco, tocá-lo fazer-lhe miminhos como se Luxuria estivesse num expoente maximo de uma infância ... descontrola se sobe a pequena escada e toca o nas costas. Ele vira se e convida a a sentas se ä beira dele. O ecran mostra imagens altamente geométricas. A musica continua. Ele convida a surdamente a despir se... ela sorri e da lhe um beijo de carinho nas faces. Ele pega no microfone "olá chabala, deusa do sentido para mim " Ela ri coloca as maos cruzadas por detrás da cabeça olha o baterista e baixa os olhos "Seduction" " YA" responde "tenho um grilo falante. tive uma ideias tive uma ideia vamos fugir vamos fugir " The End
sábado, 29 de dezembro de 2007
la couleur de ta peaux
quero apanhar uma bezana ficar vidrada do "avesso com a etiqueta pra fora " como me diz frequentemente um amigo meu. libertar o inconsciente purificar a alma fazer crescer o mundo num abraço a sete cores. Entrar em divagaçoes cosmicas pela paz das galáxias que se encontram se amam e querem se , tal como acontece com os planetas . Fazer uma plantaçao de cogumelos com umas expressoes infantis, deambular pelas ruelas, estradas de som onde os automoveis passam velozes sem reparar, os candelabros iluminam os humanos que criam contos e fazem rècitas â lua, apaixonados. Acreditam no poder da arte. Visionàrios altamente perceptivos.Sentem uma realidade paralela, mais intensa fascinante sem o imediato sem noçoes alheias. Imagem. Progressao ! quero apanhar uma bezana. Andar num sentido. Amar para alèm da mente. Construir uma dimensao para além da imaginaçao... criar um novo poder na nossa mente . Uma cena artística fílmica vanguardista. Imagino um sotao decorado de negro com uma deusa de collants transparentes e tecido colado ao corpo que faz rècitas a Vénus, o planeta marado. Um deus vestido de cinza que fuma cigarros com prazer. Experimentam taças de vinho branco. Envolvem se ambos num prazer indefinivel....
the candie girl II
One day the man came and he offer me a cigarret. We smoke both in the sound of delicatéssen. I slept with him in a noisy world and we got allucinations .... everything in distortion like the sound the music ... loud ... we play theatre and we get an acid injection letal body expression , darkness . Little sstars in colours came by me to help me to forget the pain. There was a man there was some blue fishes and a sacred laoon The water has no colour. i get in with my clothes off. I dreamed and i felt cold. I didn t knew so much about the injection. My body was out of control. And i feel lost. We went in higher streets like desconnection from the world, walking slowly without pain. I felt alone. A tear went by He smiled he knew everything about me for the moment. He was older with a white bear and some funky clothes. He had some books with him talking about human visions in Africa where people are free and don t have any others conceptions. They like to dance in tha sound of the drums. I thought about dancing around him... creating a new kind of myself, a new body because i could feel freedom even if i was crying sometimes ... I liked him, i touched his hand and i did a prayer " I am in your entire dreams for the universal colour that gets me insane , in abstract pictures , so liquid like me like you " He touched my hand and we coul not stop of walking ... I smoke a cigarret and let the friend alone in the walk .I pray to the moon.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
era uma vez
A cultura é necessária para estimular sensibilidades e elevar o espírito a níveis mais elevados. As autarquias deviam pressionar o poder central para a inclusao da disciplina de musica e arte dramática nas escolas. Há uns tempos apresentei a proposta a um professor. Expliquei lhe que os profs deviam andar duas semanas em silência, só musica na sala de aula. Desenhar, escrever, pintar, cantar, dançar, rir, brincar para exercitar o espìrito dos miudos. Fundamental. Ele sorriu. Atè imagino alguns dos tópicos a incluir; maria joao e mario laginho, o album Côr, Cool hipnoise, os futuristas The Underground Sound of Lisbon e algum techno . O teatro também é relevante especialmente nos primeiros anos escolares para promover o intercâmbio de ideias e os ensaios ajudam a criar um a vontade diferente no aluno para além de fortalecer a amizade e incentivar à criatividade. Penso que continua a existir a disciplina de religiao e moral católica nas escolas, porquê um modulo religiosos unico e nao modulos de arte ? Aliàs o catolicismo apresenta se como o grande manipulador de mentes humanas juntamente com o estado que é o primeiro agente descriminatorio já que só existe uma religiao nas escolas . E dizia mario soares há muito muito tempo atrás que o estado deve ser "laico livre e independente"... Musica e arte dramática o incentivo a uma aventura intelectual, uma viagem por uma realidade sensível e profunda ... para além dos conceitos imediatistas. A construçao de uma comunidade multicolor !!
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
the flow
Visionar, subir a montanha, sentir, colocar um disco, dançar, brindar à humanidade, querer viajar, continuar sem desistir, combater, flutuar em poesias ancestrais que falam do elixir da vida; transformar homens e mulheres em estrelas cadentes, rir, jogar andebol, criar o profeta que procura a paz do mundo, partilhar um chocolate de quadrados negros com açucares baunilhados; observar, acompanhar o grupod e amigos que se reunem num sotao para ver fotos de Marte; colocar um disco, eternizar a vontade que se sente de fazer maradices numa galàxia divertida infinita porque a criaçao divina e colectiva nao pára. Crescer, beber champagnhe num dia de Inverno, progredir para planetas còsmicos onde existem crateras de luz, esculturas de gelo, ambientar, fazer girar Sabar, o planeta do amor e da liberdade. Escrever uma història com timidez , criar a uniao cósmica, desejar uma noite de ilusao, pensar no ente nágico às vezes derramar uma làgrima, correr, COMBATER .
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Venús
Ya, uma bailarina de vestido tule cor de rosa uma viagem marada, num palco solitàrio. Apenas figuras que vêm de outra dimensao reais irreais da cor do fogo ... em palco a bailarina mexe se lentamente como que me mecanizada. Envolve se com o vocalista que a fita atònito. A mùsica pára. Ao microfone " Eu sou o som de Vènus, a princesa marada que desceu de outro planeta, uma viagem alucinada. Escolho paixoes adormeço ao luar, procuro a essencia da arte e faço viagens transcendentais com o som " O baterista começa a tocar . A princesa dá voltas no palco e atira com pozinhos mágicos aos musicos que continuam parados. O vocalista aproxima se do microfone "oUbe là o que tàs a fazer .... " som puro crú Mao Morta na rècita lunar .... continuam por divagaçoes ... Hezda, dá inicio a uma serie de vocalizaçoes depois de gamar o microfone " Sou um a deusa falante . Ouço a noite que divaga sem cair ... um teatro expressivo em mim que tenho a cor do fogo e ilumino as mentes humanas ."
dedicado aos Mao Morta
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